"Aula - Fora"
Como organizar boas saídas pedagógicas
Trabalhos fora da escola abrem novas possibilidades de aprendizagem. Veja como a equipe gestora pode planejá-los.
Para evitar o improviso, é preciso investir na organização

Qualquer que seja o projeto, cabe à equipe de coordenação pedagógica avaliar como a saída se encaixa no conteúdo curricular e colocar em discussão as opções de locais e de atividades. Nesse momento, é fundamental valorizar as iniciativas e sugestões dos professores e destacar as possíveis interações entre diversas áreas de estudo. O ideal é que a equipe docente apresente por escrito seus objetivos e indique como o tema será trabalhado para que as informações sobre o passeio sejam compartilhadas e discutidas com todos nas reuniões de formação.
De acordo com a pesquisa desenvolvida por Maria Cristina Dias do Nascimento, a adequação da visita ao planejamento pedagógico da escola é um pré-requisito para seu sucesso do ponto de vista da aprendizagem. "Quando a iniciativa é de um único professor, sem integração com o grupo, o resultado geralmente são ações improvisadas e desarticuladas dos conteúdos trabalhados em aula", diz Maria Cristina.
O Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia, em Pinhais, na Grande Curitiba, oferece, além do ensino regular, formação profissional. Lá as atividades práticas são frequentes e valorizam muito as oportunidades de os alunos conhecerem de perto os exemplos que serão reproduzidos nas aulas. Andreia Vasconcelos Farias, professora de Paisagismo e Composição Estética, e Ana Paula Andrades, coordenadora pedagógica do curso de Paisagismo, promoveram logo no início do ano uma série de discussões para propor o projeto de um jardim sensorial que seria feito pelos alunos. A ideia consiste em desenvolver um ambiente paisagístico que, além da contemplação visual, tem como objetivo explorar a audição, o olfato, o tato e o paladar e pode ser especialmente interessante para alunos com deficiência.
Os alunos do 1º e do 2º ano do Ensino Médio da instituição estudaram em sala de aula as espécies vegetais que poderiam compor esse espaço diferenciado e analisaram a planta baixa do prédio para escolher o melhor local para a intervenção.
Faltava à classe, no entanto, a experiência de ver, tocar e sentir esse tipo de ambiente. Na visita ao jardim sensorial do Jardim Botânico de Curitiba, os estudantes deram uma volta com os olhos vendados e depois com a visão desimpedida. "A atenção que damos ao tato é totalmente diferente em cada situação", contou Guilherme Santil, aluno do 1º ano. Depois dessa vivência, a turma planejou que no futuro jardim da escola os visitantes poderão passear vendados e também descalços para ampliar sua percepção.
Constatada a relevância dessas saídas, além de garantir a adequação da atividade ao projeto político-pedagógico (PPP) da escola, a equipe gestora deve informar-se sobre os detalhes da visita e assumir a organização da saída, considerando os aspectos práticos envolvidos e compartilhando informações e responsabilidades com os professores.
Um planejamento cuidadoso é a melhor maneira de evitar imprevistos e garantir que a visita seja positiva para todo o grupo. De volta à escola, a turma vai disseminar o que aprendeu e fazer planos para outras "aventuras". Professores e gestores podem trabalhar
juntos para que as saídas sejam frequentes e se tornem experiências reais de aprendizagem.
Bom passeio!
Veja o que a equipe gestora deve fazer para oferecer apoio ao grupo numa saída pedagógica
- Planejamento Solicite ao professor responsável informações sobre o local a ser visitado, o percurso, o trabalho que será realizado, a duração estimada, o número de participantes e o material necessário. Verifique os custos envolvidos e tome as providências para obter os recursos de que o grupo vai precisar.
- Equipe Além do professor responsável, que deve conhecer o local e participar de todo o planejamento, pelo menos mais um adulto deve acompanhar os estudantes. O recomendável é ter três responsáveis para cada 40 crianças ou adolescentes.
- Alimentação Antecipar a merenda é uma boa solução para atividades de curta duração. Se a permanência fora da escola for longa, oriente a equipe para optar por lanches fáceis de transportar. Certifique-se de que haverá um local para os estudantes comerem.
- Autorizações A autorização antecipada dos pais é obrigatória para toda saída da escola. No caso de atividades mais demoradas, deve-se incluir um campo para informações sobre eventuais alergias e medicamentos que o aluno utilize, além de telefones de contato. Anexe à autorização informações sobre a programação e os objetivos da atividade.
- Identificação É recomendável que a turma use o uniforme. Se não for possível, um crachá ou uma etiqueta com o nome do participante e da escola e um telefone para contato é uma boa alternativa.
- Transporte Verifique as condições do ônibus, confira se há cintos de segurança e lugar para todos e fale com o motorista, reforçando a responsabilidade do trabalho de transportar estudantes. Em trajetos a pé, se for preciso solicite a ajuda da guarda municipal.
- Documentação O professor responsável deve receber uma pasta com a lista de presença e as informações sobre medicamentos e alergias. Os alunos devem trazer uma cópia de um documento com foto e entregá-la ao professor. As autorizações ficam na escola.
- Roteiro Entregar aos estudantes um roteiro das atividades, com indicação de horários de saída e de reencontro, reforça o compromisso do grupo com o trabalho e com a pontualidade.
- Comunicação Peça ao docente responsável que telefone quando chegar ao local de destino e que ligue mais vezes durante o dia. Oriente-o para comunicar a escola imediatamente se houver qualquer imprevisto. O gestor fica responsável por manter os pais informados.
https://gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/como-organizar-boas-saidas-pedagogicas-passeio-excursao-695103.shtml?page=1
"AULA - FORA"
POR PROJETOMULTI

Aula, fora da sala de aula…
Ensino Fundamental
Objetivo:
É interessante o assunto aula fora, pois chama a atenção dos professores e alunos, essas aulas são aquelas feitas fora da sala de aula, porém com base em algum tema que vimos diariamente na “rua”. Essas aulas são importantes para chamar a atenção do aluno e trazê-lo de uma forma mais agradável a entrar no assunto (matéria) que está sendo lecionado, pois muitas das vezes ficar em sala de aula por muito tempo se torna desgastante e os alunos acabam desanimando, então essa é uma forma de ajuda os professores a interagir seus alunos e desafiá-los para um novo sistema de ensino, diferenciado e agradável de aprender, pois as aulas diferentes conquistam os alunos.
Organização:
Os alunos iniciantes o EF do 1º ao 5º ano tem uma necessidade de coisas novas, pois tudo é novidade e às vezes outras coisas os levam a ir até a escola, porém sem demonstrar objetividade as disciplinas e professores, ou seja, vão a escola por ir, é nesse momento que a escola, principalmente os professores tem como objetivo observar este aluno e outros, para que futuramente seja organizada uma frente de estudos que ajude esse aluno a se interessar pelos estudos.
Geografia, Ciência e Potuguês fora da sala de aula:
Podemos organizar essas aulas fora das “quatro paredes” através de temas do momento e cotidianos, um exemplo disso é fazer uma aula fora falando de Meio Ambiente, um passeio que pode ser feito em bairros e parques, onde serão lecionadas a importância da preservação do meio ambiente para as nossas vidas, a preservação dos animais em extinção, isso chamará a atenção dos alunos em vários aspectos, como: a identificação e conhecimentos dos animais, estudo ecológico, pontos turísticos e outros que irão atrair essa criança para os estudos, e durante o passeio poderá solicitar aos alunos que descrevam os ponto importantes que encontrarão durante o passei e o que acharão da aula fora, nessa fase poderá implicar nas matérias de Geografia, Ciência e Português, pois estudará o meio ambiente, um pouco da cidade onde vivem e a redação que é uma forma de avaliar a escrita de cada aluno.
Matemática fora da sala de aula:
As aulas também não precisam ser necessariamente fora da escola, pode ser dentro da escola, porém fora da sala de aula, como por exemplo, na quadra da escola, onde os alunos as utilizam para a aula de Educação Física, pode ser elaborada uma aula de matemática, através de jogos de contar, dobro de alunos e outros que chamarão a atenção dos alunos para as aulas de matemática e irá melhor a memorização dos mesmos, pois ao fazer as provas automaticamente os alunos irão lembrar das brincadeiras e lembrando das brincadeiras automaticamente as respostas ficarão expostas, isso ajudará muito o aluno em sala de aula.
Lembrando que essas propostas são podem ser elaboradas com a ajuda de professores, ou seja, da escola num todo, isso ajudará cada aluno a se interessar mais pela educação de uma forma curiosa e gostosa de aprender.
Fonte: Projeto Multi. Disponível em: https://projetomulti.wordpress.com/2013/06/01/aula-fora-de-sala-de-aula/
Acesso em: 13 de maio de 2014.
"AULA - FORA"
VISITA AO MUSEU
Em diversas situações, o professor de história leva seus alunos a museus, nos quais é possível aprofundar uma série de temas debatidos em sala de aula. Sua preocupação não se resume, porém, apenas ao conteúdo em estudo.
O professor deve também valorizar esse tipo de visita, já que no Brasil não existe grande reconhecimento da relevância dos museus como instrumentos didáticos. É importante enfatizar toda a complexidade que envolve a construção de um espaço como esse.
Para os alunos terem especial interesse em conhecer os museus é importante que desvendem mais do que as peças neles encontradas. Devem compreender suas relações, as razões de suas escolhas, enfim, analisar a sua complexidade.
Objetivos
1) Reconhecimento dos problemas que envolvem a construção de um museu.
2) Percepção do uso do passado para legitimação de aspectos da cultura de um povo.
3) Percepção dos embates de memórias: escolhas na construção de um acervo.
Estratégias
1) Sem que seus alunos saibam para que serão usados os materiais pedidos na aula, peça que tragam três objetos que escolheriam para contar a história de sua família. Objetos que possibilitariam rememorar fatos que consideram importantes.
2) Em sala, peça que escrevam um pequeno relato sistematizando a história de sua família usando os objetos que foram trazidos.
3) Depois de formulados os relatos, peça que alguns alunos contem a seus colegas os relatos que produziram e usem os objetos para retomar suas histórias.
4) Durante as apresentações dos alunos, faça perguntas como: "Você escolheu fatos para serem contados e considera que outros fatos também importantes deixaram de ser contados?", "Você acha que todos em sua família têm estes momentos na memória?", "Acha que eles marcaram outros membros da sua família tanto quanto você?", "Depois que terminou de escrever este relato, lembrou de algo considerado importante que não foi relatado?".
5) Depois disso, explicite que o tema da aula é a relação entre museu e história. Pergunte se os alunos conseguem relacionar as atividades com o que sabem sobre um museu. A partir de suas respostas, apresente os objetivos da aula e trabalhe cada um deles com as informações fornecidas pelos alunos que apresentaram seus relatos. Mostre que um museu serve para buscar respostas a questões do presente, assim como os fatos históricos estudados em história. Deixe claro que ele não é, como muitos pensam, um local onde se guardam "coisas velhas".
6) Por fim, traga materiais sobre o museu que visitarão e comente alguns aspectos fundamentais para a temática em análise. Faça a apresentação refletindo sobre os aspectos que foram escolhidos para serem evidenciados e os que não foram. Não desvende muitos aspectos do museu, deixe que os alunos façam suas descobertas. Se julgar necessário, dê indicações para que algumas peças ou espaços sejam observados com mais atenção.
Atividades
1) Peça que os alunos façam com seus familiares a mesma atividade desenvolvida em sala. Ou seja, que três objetos sejam escolhidos e que os parentes contem a história da família a partir deles.
2) Peça que anotem se os objetos escolhidos foram comuns ou diferentes, se algum fato apareceu em mais de um relato, se algum fato foi visto de maneira diferente, enfim, que comparem seus relatos pessoais com os dos familiares. Tal comparação deve ser retomada em sala de aula para que apresentem suas descobertas. Além disso, os alunos devem explicar aos familiares (depois da atividade ser realizada) o que estão estudando e qual o sentido da pesquisa. Deste modo, a família se envolve e pode aprofundar as análises com os alunos.
Sugestões
Este tipo de estudo pode servir para a compreensão de qualquer museu e também para a análise do tratamento de seus acervos. Este trabalho pode ser efetuado depois de uma visita. Entretanto, se for desenvolvido antes dos estudos no museu, os alunos podem se interessar ainda mais pela experiência. Além disso, suas pesquisas sobre o museu em análise podem parecer ainda mais significativas.
Talvez o museu a ser visitado não demonstre tamanha preocupação com os aspectos estudados. Isso não é prejudicial ao trabalho; ao contrário, possibilita a reflexão sobre a preservação do patrimônio histórico no Brasil
Fonte: Erica Alves Silva. Museu e História: Uol Educação. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/historia-do-brasil-museu-e-historia.htm.
Acesso em: 15 de maio de 2014.
